segunda-feira

Para meu filho Pedro

Quantas vezes fecho os olhos
e viajo
sem rumo
por brumas de um passado tão meu
e dolorosamente fico a recordar-te.
Envolto num manto terno
e triste de uma saudade suave
em que a minha mente te procura
e imagina , num paraíso tão distante de mim.
Vagueio pela paz dos anjos mortos
onde os meus passos não fazem eco
e onde te abraço , apertado
mas não sinto já calor em ti.
Um abraço intemporal
não feito de matéria , mas sim de almas
tão doloridas e calmas
até que nos afastamos lentamente
e o abraço apertado , torna-se ausente.
A minha mão ainda procura a tua
tão branca que faz lembrar a lua
transparente , mas tão sem vida.
Afastamo-nos porque sou humano
porque a dor me transcende
e não consigo suportar
vejo perante os meus olhos
toda a nossa dor passar
e a tua vida que também passou...
Não questiono o Pai sobre o que aconteceu
não sei imaginar o teu presente
nem sei qual será o teu futuro.
Mas de mim nunca partirás
porque te guardo na minha lembrança
sempre junto ao coração
guarda-me tu na tua memória
da tua passagem num tempo tão curto
por esta vida terrena
e lembra-me para sempre meu amor.
Texto de Gonçalo de Assis com edição de Mara Costa

1 comentário:

valquiria disse...

Bom dia Gonçalo!!!Tem alguns textos dificies de comentar querido.Sim,Gonçalo a saudade e dificil querido.Aspiramos que as saudades dos acontecimentos passados, façam florir esperanças de uma vida com muitas alegrias e muitas lembranças boas!Seu filho Pedro deixou aqui sementes de amor,,brilhos de ternura e sorrisos.
Beijos com carinho

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