quarta-feira

Diferenças

Conta uma lenda que alguns animais decidiram criar uma escola. Quando a criaram , reuniram-se todos para decidirem as disciplinas que constariam do seu curso. O pássaro disse que voo teria quer ser uma delas. O peixe disse que nadar também faria parte das disciplinas. O esquilo achou que subidas e saltos eram fundamentais no currículo. E o coelho insistiu para que a corrida também constasse. E assim ficou resolvido. Incluíram todas as disciplinas mas obrigaram todos a praticar cada uma delas. Claro que o coelho era espectacular nas corridas , ninguém o vencia , mas, quando chegou à parte de voar , a coisa complicou. Colocaram-no sobre uma árvore e esperaram que voasse. Ele tentou, coitado , mas caiu , partiu as pernitas e como resultado não aprendeu a voar e ficou muito tempo também sem andar. O pássaro a voar era exímio , mas a correr, cansava-se muito e não conseguia.
E nós , tal como os animaizinhos desta história , também somos todos diferentes. Cada um de nós tem coisas em que é exímio e outras em que é de todo incapaz. Não devemos fazer dos outros , copias de nós mesmos. Nem devemos querer que sejam como os idealizamos. Se o fizermos , eles irão sofrer e no final não serão como nós queríamos , nem o que eles eram antes de termos tido a ideia errada de os tentar mudar.

2 comentários:

Val disse...

Boa noite Gonçalo!Fiquei aqui refletindo sobre seu texto.
Gonçalo,primeiro todo ser humano devemos respeita-lo.Por natureza, o respeito está atrelado ao comportamento e à atitude. Pensando assim, é preciso lembrar que cada ser humano veio de um "seio" familiar distinto. Cada um tem características peculiares, com valores e princípios diferenciados. Portanto, torna-se necessário que cada pessoa faça de seu íntimo uma breve análise, procurando seu autoconhecimento, analisando desta forma as profundezas de seu ser e sua conduta. Igual atenção deve ser dada ao comportamento diante de todos, diante da vida, verificando e buscando, desta forma, detectar suas falhas e procurando realizar os devidos acertos, tornando-se assim um ser humano cada vez melhor, uma nova pessoa.
Beijos com carinhos a vocês

Teresa Augusto Shanor disse...

Querido amigo Gonçalo!

Ás vezes queremos tanto ver a perfeição no outro, que nos esquecemos do sagrado direito ao livre arbítrio, e tentamos de alguma maneira, moldar as potencialidades do outro. Realmente, é inútil esta tentativa, pois como disseste, nada se consegue, além de gerar sofrimento para ambos.

Bela e profunda reflexão.

Saúde e Paz, doce anjo!
Beijos no coração.

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