sexta-feira

Vem que eu preciso de ti
preciso ouvir o som do mar
na ternura das tuas palavras
Preciso sentir que existo
que a vida vale a pena
que não sou barco perdido
na tempestade da escuridão
Vem iluminar o meu caminho
com o teu sorriso
que é archote aceso
nas mãos de Deuses
que falam de amor
Vem acariciar o meu cabelo
como brisa suave
que se levanta à tardinha
e acaricia meu rosto
seca meu pranto
Vem, traz contigo o desejo
o desejo de viver
o desejo de querer sonhar
Vem ser meu porto de abrigo
porto encontrado
no mar revolto
que nas horas solitárias
toma o meu coração
Vem, ajuda-me a vencer o medo
a ser andorinha
que sulca o firmamento
num vôo interminável
em busca do sol
Vem, vem ser o meu mundo
a minha vida
a minha sombra
sob a qual me deito
quando o calor da mágoa aperta
e a minha pele reclama
da inclemência que a abrasa
Vem, vem ser o amor
o meu anjo de ternura
que sempre me embala
que sempre me abriga
no aconchego da sua asa

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