segunda-feira

Encontro-te

Encontro-te no meu pensamento
nas memórias inconfessáveis que guardo
bem dentro de mim
Encontro-te nos silêncios que vivo
nas palavras que não trocamos
nas horas mortas de um dia pesado
de chumbo
Daqueles que esmaga os sonhos
Encontro-te perdida na bruma
onde mergulho sem norte
por caminhos que não conheço
encontro-te no seio da vida
do meu desejo
do meu desespero
Encontro-te na sombra que turva o meu olhar
quando na tarde calma
as cores perdem o brilho
e a lágrima retida
desliza docemente pelo meu rosto
Encontro-te na rosa
que calmamente deixa cair as pétalas
como lágrimas perfumadas sobre o meu rosto triste
Encontro-te na noite que me abraça
quando a lua nasce tímida
e mostra a face dourada
por entre as nuvens que a protegem
Encontro-te em tudo que eu vejo
em tudo o que eu toco
em tudo o que me rodeia
Já nem te encontro
porque tu estas aqui
plena de vida
gravada a fogo
deslizando nas minhas artérias
qual seiva quente
é preciso que te encontre
é urgente
achar-te dentro de mim

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