sábado

HINO AO AMOR



Há muito, muito tempo
num tempo tão distante
que nem o tempo se recorda mais
nasceu uma alma.
Parte de Deus,
que se doou ao universo uma parte tão ínfima...
mas tão divina
Nasceu para viver,
Nasceu para conhecer mas nasceu sobretudo para amar.
Essa parte partiu-se em duas e nesse momento o seu destino ficou traçado.
por amor se dividiu...
por amor se reencontrará
Por séculos...ou talvez por milénios ao longo de vidas,
de encontros e desencontros as duas metades da mesma alma reconhecem-se e amam-se
Mas porque esse amor é divino e as almas já são humanas
estão condenadas a aprender a amar-se como se Deus fossem.
No caminho para o seu destino
as duas metades da mesma alma vivem todas as formas humanas do amor
Amor, ódio
Amor, paixão
Amor, sofrimento
Amor, dor
Amor, prazer
Até que aprendem a amar-se divinamente.
Nesse momento,
que Deus traçou há muito, muito tempo a alma partida em duas torna-se una.
E quando uma metade de uma alma reencontra a metade que perdera
celebra a união com paz,
alegria.
amor,
desejo e harmonia.
Nada nem ninguém separa o que Deus uniu.


(Gostava de pedir a todos os leitores que lessem este texto como um hino ao amor, com fé, como se de uma prece se tratasse. É um poema de alguém que sabe entender o amor. O meu obrigado a quem mo enviou.

1 comentário:

Milú disse...

Olá, Gonçalo:

Adoro vir aqui, como sempre! Este texto é de uma força magnífica... muito forte... desde a primeira até à última palavra... sempre com a mesma intensidade, a mesma perdição. É a paixão a funcionar. Contra a evidência das palavras, presumo que será impossível resistir à tentação de te perderes na paixão. Na verdade aqui a arte transcente até os silêncios mais desconfortáveis... revelando o prazer de amar. O Amor é e será sempre um motivo de escrever, sonhar, crescer, dedicar, sofrer... e este poema é, de forma exemplar, o Amor e a Paixão no seu expoente máximo. Texto simplesmente fabuloso. Keep going my friend!

Beijinho amigo

imagem