quinta-feira


Pega a minha mão e leva-me contigo, não me deixes de novo perdido no meio de nada. Descobri que o amor verdadeiro, aquele que se sente dentro da alma nos deixa totalmente desprotegidos, entregues, submissos. Não adianta dizer que quem ama tem controle, que quem ama não sofre, que quem ama é feliz. Não é verdade, quando amamos as rédeas da nossa vida saltam-nos das mãos e doamos o nosso destino nas mãos de quem amamos. O amor verdadeiro faz-nos passar num momento da alegria para a dor, da saudade para a tristeza e de novo para a alegria. Amor é felicidade, mas é também medo e insegurança. Quando sabemos que a nossa vida, a nossa felicidade depende de outra pessoa é natural sentir medo. O amor verdadeiro doi no peito como uma ferida que não cicatriza e que se contrai ao mais leve toque. Como doi amar, temer perder, querer estar junto. Amar é uma experiência maravilhosa, divina, mas é também assustadora, dolorosa, cerceadora. Descobri que posso sofrer porque amo, mas que esse sofrimento que doi e doi muito é um sofrimento bom que não dispensaria por nada no mundo. Amar é sentir e desejar, amar é querer e sonhar, amar é a mola real do mundo. Amar doi sim, mas leva-nos a um mundo especial, feito de desejo e ternura, um mundo aberto só aos que amam. Amar doi no fundo da alma, mas eu quero sentir essa dor intensamente em cada dia da minha vida.

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