domingo


Muitas vezes e isso pode parecer sinal de insegurança me deparo perante um monte de coisas que me acontecem. Coisas boas, coisas más, factos normais, factos estranhos e no meio de tudo isso eu procuro respostas. Quero saber porque foi logo a mim que me aconteceu determinada coisa e não ao meu vizinho do lado que tem cara de antipático. Porque foi que um amigo me ligou quando eu ia exactamente ligar-lhe. Porque me correm as lágrimas perante um pôr-de-sol ou porque me comovo de repente com o chilrear de um pássaro. Porque será que me apaixono, porque será que vivo, porque será que a noite me traz paz e o amanhecer angústia?Porque será que me sinto inseguro, dependente quando amo? Porque será tanta coisa. E procuro dentro de mim as respostas para todas as perguntas. Como se eu fosse uma enciclopédia que tivesse a explicação certa para tudo. E frente às minhas questões sem resposta, uma outra pergunta se levanta. Porque tenho eu que encontrar resposta para tudo? Porque não posso só apreciar o chilrear do pássaro, a noite tranquila e tudo que me dá paz sem ter um eterno porquê na ponta da língua? E de repente comecei a pensar que em vez de tentar encontrar resposta para as minhas perguntas, eu devia prestar mais atenção nas perguntas que me são feitas, principalmente quando são feitas por Deus. Talvez o facto de eu ter adoecido, logo eu, que achei tão injusto, seja uma pergunta de Deus sobre a minha coragem. Então em vez de tentar saber o meu porquê, é melhor escutar o porquê de Deus, e entender a pergunta que me coloca. Nesse caso em vez de ficar perguntando porquê eu, e reclamando eu não mereço, resolvo responder afirmativamente à pergunta formulada por Deus. E responder dizendo:- Claro que tenho coragem. E de repente tudo me parece mais facil.Ás vezes é bom deixarmos de lado a procura incessante das nossas próprias respostas e começarmos a tomar atenção às perguntas feitas por Deus. Em cada pedra que encontramos no caminho, em cada perda, em cada dor, em cada lágrima há uma pergunta de Deus. Que só espera que a compreendamos e digamos SIM.

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