sábado

Havia um anjo pequenino e muito brincalhão que nada levava a sério. Um dia Deus chamou-o para lhe dar uma incumbência. Deus disse-lhe que tinha acabado de criar o mundo e que o tinha povoado com seres humanos. Deus disse que os tinha classificado em casais. Cada um tinha o seu par certo. Deus pediu ao anjo que pegasse na bandeja celestial que continha os humanos e a transportasse para a terra. Como o anjo era muito distraido e brincalhão pegou na bandeja sem grande atenção e ao contornar uma esquina, ou uma nuvem do céu, bateu de frente com a namoradinha. Ficou tão atrapalhado que a bandeja lhe caiu das mãos. E os casais que Deus tinha seleccionado cairam e misturaram-se. O anjo ficou desesperado e teve que contar a Deus o que tinha acontecido. Deus disse-lhe que remediasse o que fez. Mas o anjinho era muito distraído e não sabe como juntar os casais certos. O anjo continua a juntar casais, até que os que Deus originalmente juntou se encontrem. Muitas vezes ele junta casais errados. Isso provoca um desespero enorme nos humanos e quando percebe o erro, o anjo separa os casais errados. Por vezes é uma separação muito abrupta, pois o anjo tem pouco vagar. O anjo quer que entendamos que ele pede perdão a todos nós pelo que fez. Quer dizer-nos que trabalha com afinco para remediar os erros e que nós também não ajudamos nada. E pede-nos para não nos isolarmos, que nos mostremos tal e qual somos para que o trabalho dele seja mais fácil. O anjo pede-nos desculpa pelas bruscas separações, porque são dolorosas. Mas se o anjo nos separa de alguém, é porque nalgum lugar, existe um outro alguém mais
parecido connosco interiormente e por isso precisa deixar-nos sós para que esse encontro aconteça.

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