sábado


Realmente o verdadeiro amor jorra como uma fonte e tal como ela tem uma nascente continua que o mantem vivo.O amor verdadeiro enraiza-se na alma, cresce e deixa pouco espaço livre. As suas raízes profundamente implantadas alimentam-se dos sonhos, dos desejos, da paixão. O amor verdadeiro é feito de pedaços da nossa alma, de bocados do nosso sentir. E parece ser inesgotável. Quanto mais nos damos a quem amamos mais ele cresce e fortifica.O amor não tem regras definidas e nele não podemos jamais determinar o que é certo e o que é errado. O amor purifica os actos, tudo que é feito por amor ganha uma dimensão maior. É o sentimento mais profundo que pode unir duas pessoas, algo de muito belo, tocante, mas ao mesmo tempo misterioso. Nunca nos apercebemos da chegada do amor. Quase sempre ele insinua-se subtilmente, vem de mansinho e sem aviso toma o nosso coração, a nossa alma, invade-nos. O amor é um sentimento invasivo, porque nos expõe aos olhos de quem amamos, nos vira pelo avesso e remexe todos os cantos da nossa alma. Por amor todas as loucuras nos parecem sensatas e até as mentiras vestem por instantes a capa da verdade. Por amor esquecemos quem somos, o que somos e queremos apenas ser e possuir quem amamos. Não falo do possuir no sentido apenas físico, quando se ama de verdade deseja-se entrar na alma de quem amamos, no coração, deseja-se fazer um tour pelos seus sentimentos, descobrir o que esconde, desejamos possuir tudo, até os sorrisos, os gestos, os olhares. O amor é um sentimento que liberta e aprisiona, que nos faz felizes e nos magoa.Faz-nos conhecer num minuto o céu e o inferno, o riso e o choro. O amor é um sentimento polivalente que concentra no seu âmago miriades de sensações e nos leva por todas elas sem aviso e nos atira exaustos no abraço de quem amamos. O amor verdadeiro não se esgota, renasce a cada dia nos gestos, nos olhares, nos beijos ou nas palavras trocadas, e tal como as águas puras de uma nascente, quanto mais dermos amor mais ele jorrará de nós.

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