segunda-feira


Hoje quero deixar uma homenagem a todas as mulheres. Eu costumo dizer que Deus criou a mulher só para castigar o homem, mas é mentira. As mulheres são o que de melhor existe no mundo. Mesmo que algumas sejam um verdadeiro enigma. Deixo aqui um poema como homenagem a todas as mulheres do mundo. Deixo-o também para homenagear a memória da minha mãe, que de tudo fez para me incutir algumas qualidades boas, e que tentou corrigir os meus defeitos. Tarefa inglória, mas ela tentou. Doi a mulher mais doce e maravilhosa que conheci. Sempre pronta a ajudar quem precisava e mantendo a união familiar com mão de ferro. Em sua memória e em homenagem a todas as mulheres deixo aqui este poema.
Mulher não nasce, estréia
estréia na vida, no trabalho
estréia na escola, que seja da vida
mas estréia
estréia na faculdade, no teatro
que seja o da vida, mas estréia
e de estréia em estréia, vai ficando aos poucos
mulher dos acontecimentos, do dia a dia
estréia no amor, nas emoções e nos sentimentos
estréia também nas decepções dos relacionamentos
amorosos, ou não, mas estréia
estréia na escolha do parceiro
que por vezes pode decepcioná-la, mas estréia
estréia na maternidade, onde certamente
se dá o mais lindo fenómeno da vida
o nascimento!
O choro, o primeiro de muitos
que certamente virão
a mulher é completa nos sentimentos
nos gestos, nas emoções
e na maioria das suas acções
seja pessoal ou profissional
ela conquista o direito da luta sem par
e ganhando em sua vivência
estréias na maior das suas experiências
o direito de se ver e de se sentir mulher
mulher se não nasce, também não morre
muda de dimensão, deixa o carinho, a saudade
a lembrança enfim
uma prova viva da sua estréia
um poema de Jorge Oliveira

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