sexta-feira


Há horas na minha vida em que preciso desesperadamente virar-me para Deus. Não para questionar, não para fazer a célebre pergunta: - Porquê a mim?
Nada disso, sinto uma necessidade interior muito forte de estar com Deus. Eu sou católico desde sempre, meus pais eram-no e incutiram-me essa fé. Eu sou um católico não praticante e discordo de muitos dos dogmas da igreja. Muitas vezes me pergunto , porque será que sendo o PAPA o representante de São Pedro na terra, tem que rodear-se de riquezas. Segundo as escrituras, Pedro era um pescador pobre e não consta que tivesse enriquecido, assim sendo o seu representante na terra afinal distancia-se muito daquele a quem representa. Já visitei o Vaticano, aquilo que é permitido aos turistas visitarem e realmente ali respira-se fausto, luxo. Muito diferente da vida de Jesus e dos seus Apóstolos, mas enfim, eu não sou ninguém para criticar regras já estabelecidas e aceites pelo mundo todo. Mas por causa dessas discrepâncias nunca procurei o meu Deus dentro da Igreja. Quando sinto necessidade desse encontro isolo-me, deixo que o meu espírito se liberte de todas as preocupações e ergo o meu pensamento a Deus. Não para implorar, não para pedir e muito menos para reclamar. Apenas o faço porque sinto falta desse encontro com Deus. Sinto falta dessa calma que aquele momento me transmite. Nas noites de Verão vou até ao jardim e olho o céu observando as estrelas e fico ali parado tentando encontrar a minha paz. E ali sim é um encontro unico entre mim e o criador. Não questiono nada, apenas espero que não me coloque nos ombros uma cruz mais pesada que aquela que posso suportar.

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