domingo


Este é um pensamento que realmente é uma verdade absoluta. E eu mesmo já pequei por isso. Porque mesmo sentindo incapacidade de cumprir tentei queimar metas, fazer das minhas fraquezas forças e dizer sim, áquilo que era muito complexo para mim. Quando se quer muito uma coisa, quando se ama até quase nos esquecermos de nós próprios queremos dar tudo e fazer feliz quem amamos. E nessa vontade eu esqueci que tinha limites, que o meu trabalho e a minha saúde me impunham e realmente pensei conseguir aquilo que não pude. E isso é uma das pouquissimas coisas que me pesam na consciência. Embora eu nunca tenha feito uma promessa para trapacear, para mentir, para enganar, embora eu nunca tenha feito uma promessa que não tencionasse cumprir, mesmo não tendo tido a intenção de magoar a verdade é que o fiz. E fí-lo porque pensei sinceramente que cada promessa feita seria cumprida na íntegra. Não me pesa na consciência tê-las feito, não me pesa na consciência não ter cumprido, porque tive motivos inultrapassaveis para isso. Pesa-me o não ter pensado antes e o não ter dito simplesmente :- não, agora não posso, quando puder farei.
Teria sido mais simples e teria poupado muita dor, porque por cada promessa incumprida eu levei um tombo maior do que aquilo que podia suportar. E por não ter medido bem até que ponto me era viável fazer o que prometi, por não ter visto com atenção o meu estado de saúde na época, por ter ignorado limitações impostas, eu falhei a promessas, enrolei a minha vida toda, fiz dela um novelo do qual não consigo sair. Por isso, embora tardiamente, aprendi a não mais fazer promessas, deixo que o destino faça o seu tempo e quando eu não tiver a certeza de poder cumprir prefiro mil vezes dizer não.

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