domingo


Gostaria de deixar neste blog uma mensagem todos os dias enquanto estiveres afastado. Como te prometi anteriormente. Dei-me conta porém que escrever aqui não é tarefa fácil. Este não é o blog de uma pessoa qualquer, é o blog de alguém especial que escreve com a facilidade que sabemos. Tu tocas todos pela simplicidade e carinho , pela ternura que espalhas à tua volta. Penso que deverias ter pedido a outra pessoa que desempenhasse este papel. Eu perco-me no meio dos teus textos, devoro-os, contigo tudo parece simples e facil. O teu blog está cheio de lições de vida, lições que eu não tenho para dar. Ler este blog é conhecer a tua alma e eu reconheço que não tenho capacidade para escrever algo que nem de perto se assemelhe. Não vou estragar a beleza deste blog com textos que nele não se enquadrem. Vou dizer que desejo as tuas melhoras rápidas, que eu sei que vais tê-las. E espero voltar aqui dentro em pouco, e de novo poder ler maravilhada os teus textos e ver a forma como nos mostras a vida em alegres pinceladas numa escrita profunda e ao mesmo tempo facil. Amigo perdoa-me a quebra de compromisso, mas hoje ao sentar-me frente a uma folha em branco do teu blog sei que não posso continuar. Não tenho como. Só posso desejar-te as melhoras. Volta rápido
Estou a colocar esta postagem tardia para informar os amigos do Gonçalo que infelizmente ele não se encontra bem. O motivo é a saúde dele e o problema que todos os amigos conhecem. Para os leitores que não o sabem, perdoem-me mas não estou com cabeça e nem tenho direito de o expôr aqui. Para quem sabe, devo dizer que o problema se agravou um pouco devido a uma conversa com um "casal" (amigo). A "ele" apenas direi que a justiça dos homens infelizmente não tem fundamentos suficiêntes para o alcançar, mas a de Deus sim. Quanto a "ela" quero dizer que provavelmente perdeu esta tarde o melhor amigo que alguma vez terá na vida. Nada se pode contra a ignorância de cada um, infelizmente o mundo tem muito disso. Mas esse tipo de pessoas não merece ocupar o meu texto. Quero dizer que todos os amigos do gonçalo que quiserem saber notícias, podem fazê.lo pelo nº da Clínica, bastará que liguém à família ou que falem comigo. Ou eu mesma posso dar as informações que for possível. Mas devo informar que infelizmente só as darei às pessoas que constarem na lista que a familia me fez chegar. e já agora gostaria de pedir a todos os amigos que fizessem o que sempre ele nos pede que façamos quando piora. coloquemos, quem tiver, a foto dele junto de uma imagem da Srª de Fátima. E façamos entre todos uma corrente de fé. Para quem quiser falar comigo, os membros da lista, o meu hotmail Paulasantos41@hotmail.com
Obrigado a todos

Paula

sábado

Há pessoas que são anjos na terra. Pessoas que entram na nossa vida como verdadeiros anjos. Deus serve-se sempre de alguém para nos ajudar. Cada pessoa que Deus escolhe para nos ajudar é um anjo. As pessoas entram na nossa vida por diferentes motivos. Por amor, por amizade, por companheirismo, por atracção, por desejo. São muitas as razões que fazem com que alguém se aproxime de nós. Há pessoas que entram na nossa vida e ficam apenas por algum tempo. Essas pessoas vêm com a missão de nos ajudarem a ultrapassar uma época má, um desafio, uma dor imensa. Essas pessoas são anjos enviados por um tempo, pessoas maravilhosas que vêm e nos dão aquilo que precisamos, que desejamos. Depois, sem sabermos como essas pessoas partem, saiem das nossas vidas porque já cumpriram a sua missão. Há outras pessoas que entram na nossa vida por uma temporada maior. Pessoas que nos trazem ensinamentos, que nos ajudam e com quem aprendemos. Pessoas que se tornam vitais para nós. Essas pessoas ficam por mais tempo. Mas um dia, por um motivo qualquer saem, mesmo que imploremos que fiquem. São pessoas que não quereriamos nunca perder, mas que mesmo assim se vão. Não porque tenhamos culpa, ou que tenhamos contribuido para isso. Simplesmente vão embora, deixando-nos tudo o que nos ensinaram. E há pessoas que vêm para a nossa vida e nos acompanham ao longo do restante percurso. Essas pessoas ficam connosco para sempre, ajudando-nos, apoiando-nos, fazendo da nossa caminhada , um caminho mais facil. Com essas pessoas que para sempre ficam na nossa vida, devemos aplicar os ensinamentos que aprendemos com as que se foram. Devemos colocar em prática tudo que de bom nos foi dado e fazermos da nossa vida e da vida de quem nos acompanha um exemplo de amor e de tranquilidade.

Procuro-te


Procuro-te no canto dos pássaros
Mas eles não sabem de ti
Procuro-te na luz do Sol
Mas ele nada me diz
Procuro-te na carícia da chuva
Mas ela cai indiferente
Procuro-te na brisa da tarde
Mas ela não me responde
Procuro-te no murmurio das ondas
Mas elas morrem na areia
Procuro-te no firmamento
Mas não te reconheço entre as estrelas
Procuro-te no som da minha voz
Mas não tem a tua doçura
Procuro-te na musica que nasce em minhas mãos
Mas ela não tem a tua magia
Procuro-te no meu grito de raiva
Mas não tem a tua força
Procuro-te na furia da tempestade
mas ela não tem a tua beleza
Procuro-te no frio da neve
mas não me dá a tua paz
Procuro-te nos sorrisos que me dão
Mas não têm o teu encanto
Procuro-te nas palavras de amor
Mas não têm a tua voz
Procurei-te inutilmente em todo lado
Perto e longe
Busca inútil
Porque tu estás afinal junto a mim
guardada para sempre
dentro do meu coração
Se Se eu pudesse tirar esse sofrimento do teu coração
eu faria-o

Se eu pudesse tirar a tua dor e fazê-la minha

eu o faria

Eu posso dizer-te

(existe uma razão para tudo

que está a acontecer contigo)

porque nada é por acaso

Às vezes a estrada da vida

tem trechos obscuros

dificeis de serem trilhados e

que fazem com que tudo pareça

difícil e sem saida

Eu quero que tu

tenhas a certeza

Que estou aqui

Se tu precisares de conversar

se tu precisares de chorar

se tu precisares de conforto ou,

ou simplesmente partilhares o teu silêncio comigo

Eu sou tua amiga

e estarei sempre ao teu lado

Paula

Adaptação livre de um texto do site amigos&amores



sexta-feira

Nas curvas sonhadas do teu corpo
Eu perco as noites de sono
no som imaginado dos teus gemidos
explodem gemidos na minha boca
na doçura imaginada do teu beijo
eu aprisiono-me por inteiro
Na suavidade inventada da tua pele
eu crio o meu agonizante desejo
Nos teus carinhos imaginados
eu sinto o calor dos abraços
que não demos
dos beijos
que não trocamos
das palavras que queria murmurar
junto do teu ouvido
Nas nossas noites inventadas
criadas pela magia do sonho
cresce em mim o desejo
de te ter
sem te inventar
Nas tuas caricias
que sonhei
está o muito
que te amei
e o que ainda vou amar!!!

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
do que os homens, morder como quem beija
é ser mendigo e dar como quem seja
rei do reino de áquem e de além dor

É ter de mil desejos o esplendor

e não saber sequer que se deseja

é ter cá dentro um astro que flameja

é ter garras e asas de condor

É ter fome, é ter sede de infinito

por elmo, as manhãs de oiro e cetim

é condensar o mundo num só grito

E é amar-te assim perdidamente

é seres alma alma e sangue e vida em mim

e dizê-lo cantando a toda a gente

Este é mais um soneto da poetisa Florbela Espanca. Desde sempre me identifiquei com a maioria dos seus poemas. Quase todos são tristes, frutos de uma alma agitada por muitas dores e que não sabendo como vencê-las, optou pelo suicídio. Dei-me ao trabalho de fazer um estudo ligeiro sobre a vida desta mulher cujas palavras me tocam e comovem. Acabei por descobrir que foi uma pessoa muito sofrida e isso é notório em cada um dos seus sonetos. Mesmo assim, com esse lado quase trágico, esses sonetos têm o poder de me encantarem, de me transmitirem uma grande doçura. Esta seria uma mulher que eu teria adorado ter o privilégio de conhecer. Ela usava as palavras de forma a passar-nos na medida exacta toda a força dos seus sentimentos. Foi uma mulher se amores incompreendidos e que soube expressar como ninguém o sentimento que lhe ia na alma.

quarta-feira


Deixa-me dizer-te os lindos versos raros
que a minha boca tem pra te dizer
São talhados em mármore de Paros
cinzelados em ti para te oferecer

Têm dolência de veludos caros
são como sedas pálidas a arder
Deixa-me dizer-te os lindos versos raros
que foram feitos para te enlouquecer

Mas meu amor, eu não tos digo ainda
que a boca de quem ama é sempre linda
se dentro guarda um verso que não diz

Amo-te tanto! E nunca te beijei
e nesse beijo,amor, que eu não te dei
guardo os versos mais lindos que te fiz

Este é mais um soneto da escritora FLORBELA ESPANCA


Gonçalo recebi o teu convite hoje para ser membro do teu blog. Cancelei o convite que me enviaste por vários motivos. Como o teu convite foi público vou dar publicamente a resposta. Não vou efectuar login como membro do teu blog porque não vejo necessidade. Como ontem decidimos, eu colocarei uma postagem ou outra neste blog sempre que me ocorra algo interessante e disponha de tempo. Este blog é um pouco de ti, da tua alma, os teus valores estão todos explicitos aqui. Ser membro seria quanto a mim uma intromissão. Sempre que me seja possível terei o maior prazer em deixar aqui uma postagem sim, assinarei com o meu nome, mas será o teu Nick que surgira como o titular único que és. Quando ficares afastado da internet, eu tentarei postar de vez em quando, mas quero que o teu nick sempre apareça como o titular exclusivo. Estou a escrever este texto muito a sério, (sabes que não sou assim), mas hoje sinto que o devo fazer. E todas as postagens que colocar terás a plena liberdade de as jogares para o lixo. Eu não sou uma sonhadora como tu, nem uma idealista, forçasamento temos maneiras distintas de escrever, seja como for tentarei fazer o melhor, como uma colaboradora eventual, nunca como membro . Para terminar e já que tornaste publicas as tuas bebedeiras com o Àlvaro, deixa-me explicar-te uma coisa. Isso nunca me chateou porque não eram muito frequentes e depois meu amigo, porque embora desconheças, o meu marido com alcóol adquire umas qualidades extras muito especiais. Por isso meu querido amigo devo-te essa. Ehehehehehe, só por isso nunca me chateei contigo e ainda não sei quem arrastava quem, mas tenho um pressentimento que não eras tu... seja como for agradeço as tuas palavras carinhosas e estarei sempre aqui para o que precisares.

Paula

Participação especial


Hoje quero agradecer aqui o carinho e a amizade de uma pessoa muito querida. Uma amiga especial que acompanhou uma boa parte da minha vida. Acho que lhe devo muito, em muitas coisas, mas o carinho dela para comigo sempre foi o mais importante. É uma amiga atenta, presente, generosa, que me atura há quase vinte anos. Que se formou comigo e que embora seguinda a sua vida, casando e tendo filhos, sempre teve tempo para mim. Até convenceu o pobre do marido, que nunca fez mal a ninguém, a ser meu amigo. Azar o dela, porque as piores bebedeiras que ele apanhou, foi na minha companhia. Mesmo assim continuou sendo minha amiga. Uma amiga daquelas para quem posso ligar desesperado no meio da noite, que tem a paciência de me ouvir uma hora inteira e ainda me aconselha. A Paula é uma amiga que nunca chora comigo, se eu chorar ela grita tanto, que o meu choro cessa de imediato. É uma pessoa daquelas que parecem duras, mas que no fundo é um coração de manteiga. Já falei dela numa outra postagem, mas hoje retorno ao assunto para falar deste blog. Quando comecei a escrever este blog, foi apenas como escape, uma terapia. Dei o endereço a meia dúzia de amigos, apenas para saber a opinião deles. Mas eles foram dando a outros, e foi-se espalhando mais do que eu pensaria ser possível. Como fechei os comentários recebo alguns por email e algumas pessoas pedem que não pare de escrever, não entendo porquê, mas tudo bem. Eu vou ficar trabalhando e usando regularmente a internet, até 19 de Julho, depois por motivos pessoais ficarei algum tempo afastado. Um tempo que não sei se será curto ou longo, nem mesmo sei se voltarei. Então fiz um acordo com a Paula. Desde hoje até dia 19 de Julho postaremos a duo, ou seja, ela tem livre acesso ao blog e postará quando e como quiser. A partir de dia 19 ela postará sozinha se quiser, quando eu retornar, voltarei a postar normalmente, se não voltar à internet, ela excluirá o blog. ou deixa-o assim. Quero dizer aos meus amigos que não me responsabilizo pelas postagens dela. Mas que sei que ela vai tentar seguir a linha deste blog. Agradeço a todos os que fazem o favor de ler e aos que fazem questão de comentar por email. A todos o meu obrigado pela atenção e um abraço.

Hoje descobri
que é muito mais difícil apagar as estrelas
do que acendê-las
e que o sol que nasce nas manhãs
ainda é o mesmo que se esconde
entre as sombras do entardecer,
embora sua luz pareça diferente

Descobri que os sonhos existem
além da nossa vontade
e que renascem nas frestas mais estreitas
equilibrando-se sobre as linhas quase invisíveis
daquilo a que chamamos realidade

Descobri que a saudade nem sempre é dor
porque também é esperança
visto que insiste em trazer de volta uma lembrança
detalhes que nem sempre conseguimos esquecer

Descobri que a alma é um cofre de onde nada é roubado
porque até mesmo o amor que já nos foi negado
ali permanece como o perdão que se dá
gratuitamente
pérola, a enfeitar o coração, que ingenuamente
peca por ainda amar, quem não ama a gente


Este é um poema que me foi enviado por uma amiga e que deixo aqui dedicado a todos os corações que um dia amaram e sofreram.

Poema escrito por Mellíss

terça-feira

Eu converso comigo

Tenho conversado muito comigo ultimamente

sobre as coisas que faço

volta e meia preciso seriamente de uma conversa

"endireita a coluna", eu digo para mim mesmo

quando chego à beira da escada

jogo os ombros para trás e começo a jornada

Só espero não cair

Quando eu acordo e a dor está pior, eu falo

" lembre-se que no mundo

sempre existe dor maior

e essa aqui vai passar"

É realmente um problema

não ouvir o que estão falando

eu me preocupo pensando

se não respondi alguma bobagem

Mas ai eu digo para mim mesmo

que resposta boba não é nenhuma novidade

quantas vezes, enquanto ainda escutava bem

eu não disse bobagem também

Sei que hoje preciso de óculos para leitura

e por isso converso comigo:

" agradeça por poder ler

muitos não podem nem ver"

Eu me mando levantar e andar

embora preferisse apenas sentar e ler

mas, se quero um corpo ágil,

devo obedecer

Posso andar, ver, ouvir

não tão bem, mas ainda consigo

acho que me fazem bem

as conversas que tenho comigo

Este é um poema que dedico a todas as pessoas da terceira idade que têm a coragem de tentar manter a melhor forma física e mental possível. Para todos os idosos o meu abraço carinhoso.

Poema escrito por Phil Colburn

Reformatado por Thamar

Hoje a minha filha pediu-me que lhe contasse uma história. Ela tem um imensos olhos cheios de curiosidade e expectativa e quando me pede alguma coisa sinto que não a posso desiludir. Nunca comprei um livro de histórias infantis para contar à minha filha. Eu mesmo conto uma história, recriada, reinventada. Tenho a sorte de ter uma família excepcional, que sempre que não me é possível estar com a minha filha, ficam com ela e tratam-na com todo o carinho. Até aqui sempre tive pouco tempo para estar com ela. Mas tentei dar em qualidade o que me faltou em quantidade. Assim quando estou com ela transformo-a em rainha,Princesa de mil castelos, fada e faço desfilar perante os seus ouvidos atentos e olhos onde brilham todas as estrelas do firmamento, as imagens mais fantásticas, mais encantadoras e irreais. Gosto de exercitar a mente dela, fazê-la sonhar, ajudá-la a compreender a diferença entre o mal e o bem. Procuro diferenciar de forma nitída o certo e o errado. No nosso mundo de hoje, os pais deixaram de ter tempo para os filhos, procuram que eles passem o maior numero possível de horas em frente à tv ou a um pc, perdidos em desenhos animados e jogos. Evito ao máximo expôr a minha filha a isso, porque os desenhos animados que deveriam estar direccionados para a formação intelectual das crianças, são essencialmente baseados na agressividade e na violência. Não se encontra em nenhuma personagem infantil dos desenhos animados aquela ingenuidade, aquela lealdade que melhor se coaduna com o mundo infantil. Que poderemos esperar de adultos que cresceram assistindo a violência e agressividade como se fossem valores a cultivar. Que cresceram aprendendo erradamente que só a lei do mais forte vence, e o que adianta é conseguir alcançar os fins sem olhar a meios. Eu não quero que a minha filha cresça com esses conceitos errados. Não quero que ela seja uma santa, mas quero que no futuro ela tenha a noção exacta dos valores morais, daquilo que efectivamente é certo ou não. Não quero que ela cresça com a ideia de que pisar os outros é a forma correcta de lutar pela vida ou que a agressividade é digna de aplauso. Então e pelo tempo que me for possível, irei inventando e reinventado montes de histórias com Princípes que acreditam que mais vale ser leal e corajoso que violento ou agressivo e muitas princesas que ainda acreditam que o amor é o sentimento mais bonito do mundo.

segunda-feira


Navegue
Navegue, descubra tesouros,
mas não os tire do fundo do mar, o lugar deles é lá

Admire a lua, sonhe com ela
mas não queira trazê-la para a terra

admire o sol, deixe-se acariciar por ele
mas lembre-se que o seu calor é para todos

Sonhe com as estrelas, apenas sonhe,
elas só podem brilhar no céu

Não tente deter o vento, ele precisa correr por toda a parte
ele tem pressa de chegar sabe-se lá onde

Não apare a chuva, ela quer cair r molhar muitos rostos
não pode molhar só o seu

As lágrimas?
Não as seque, elas precisam correr na minha,
na sua, em todas as faces


o sorriso!
esse você deve segurar, não o deixe ir embora, agarre-o

Quem você ama? Guarde dentro de um porta -joias
tranque e perca a chave

Quem você ama é a maior jóia que você possui, a mais valiosa

Não se importe se a estação do ano muda
se outro século virá
se o milénio é outro
se a idade aumenta
conserve a vontade de viver
não se chega a parte alguma sem ela

Abra todas as janelas e portas que encontrar

persiga um sonho, mas não o deixe viver sozinho

alimente sua alma com amor, cure suas feridas com carinho

Descubra-se todos os dias, deixe-se levar pelas vontades,
mas não enlouqueça por elas

Procure sempre, procure chegar ao fim de uma história, seja ela qual
for

Dê um sorriso para quem esqueceu como se faz isso

acelere seus pensamentos, mas não permita que eles te
consumam

Olhe para o lado, alguém precisa de você

abasteça seu coração de fé, não a perca nunca

Mergulhe de cabeça nos seus desejos e satisfaça-os

agonize de dor por um amigo, só saia dessa agonia se conseguir
tirá-lo também

Procure os seus caminhos, mas não magoe ninguém nessa
procura

Arrependa-se, volte atrás, peça perdão

Não se acostume com o que não a faz feliz
revolte-se quando julgar necessário

Alague seu coração de esperanças
mas não deixe que ele se afogue


Se perceber que deve seguir: siga
Se precisar que precisa voltar: volte
Se estiver tudo errado comece novamente
Se estiver tudo certo: continue
Se sentir saudade: mate-a
Se perder um amor: não se perca
Se o achar: segure-o

Circunda-te de rosas,ama, bebe e cala
O MAIS É NADA

Adaptação livre de um poema de FERNANDO PESSOA


























Hoje quero deixar uma homenagem a todas as mulheres. Eu costumo dizer que Deus criou a mulher só para castigar o homem, mas é mentira. As mulheres são o que de melhor existe no mundo. Mesmo que algumas sejam um verdadeiro enigma. Deixo aqui um poema como homenagem a todas as mulheres do mundo. Deixo-o também para homenagear a memória da minha mãe, que de tudo fez para me incutir algumas qualidades boas, e que tentou corrigir os meus defeitos. Tarefa inglória, mas ela tentou. Doi a mulher mais doce e maravilhosa que conheci. Sempre pronta a ajudar quem precisava e mantendo a união familiar com mão de ferro. Em sua memória e em homenagem a todas as mulheres deixo aqui este poema.
Mulher não nasce, estréia
estréia na vida, no trabalho
estréia na escola, que seja da vida
mas estréia
estréia na faculdade, no teatro
que seja o da vida, mas estréia
e de estréia em estréia, vai ficando aos poucos
mulher dos acontecimentos, do dia a dia
estréia no amor, nas emoções e nos sentimentos
estréia também nas decepções dos relacionamentos
amorosos, ou não, mas estréia
estréia na escolha do parceiro
que por vezes pode decepcioná-la, mas estréia
estréia na maternidade, onde certamente
se dá o mais lindo fenómeno da vida
o nascimento!
O choro, o primeiro de muitos
que certamente virão
a mulher é completa nos sentimentos
nos gestos, nas emoções
e na maioria das suas acções
seja pessoal ou profissional
ela conquista o direito da luta sem par
e ganhando em sua vivência
estréias na maior das suas experiências
o direito de se ver e de se sentir mulher
mulher se não nasce, também não morre
muda de dimensão, deixa o carinho, a saudade
a lembrança enfim
uma prova viva da sua estréia
um poema de Jorge Oliveira
Só quando estamos realmente tristes sabemos dar valor a um sorriso, a uma palavra amiga. Só quando estamos verdadeiramente sós sabemos como é importante ouvir passos, risos, vozes. Como é importante sentir um carinho no rosto, uma mão que segura e firmemente agarra a nossa, um olhar de simpatia ou até uma simples frase escrita com ternura. Quando estamos com saúde, rodeados de amigos, quando a vida é uma festa que se renova a cada dia, essas coisas passam-nos despercebidas. Perante as grandes emoções, as alegrias, ou a correria louca em busca de um prazer diário que mascare a nossa solidão, essas pequenas coisas passam-nos despercebidas. Mas quando somos forçados a fazer uma pausa, quando a nossa vida fica momentaneamente parada e nos deparamos connosco próprios, quando a realidade já não é enfeitada pelos abraços falsos, os sorrisos mentirosos e as palavras aduladoras, aprendemos a dar valor ao que é verdadeiro. E coisas simples que nem viamos, de repente passam a ter uma importância vital. Porque quando paramos e repensamos tudo, descobrimos que pouca importância demos áquilo que mais contava ou deveria contar para nós. Quando se tem algum dinheiro, o mundo puxa-nos para uma imensa roda gigante de emoções, não conseguimos parar e nem pensamos sequer questionar se todos os braços que nos acolhem o fazem com carinho e se todos os sorrisos são verdadeiros. Quando paramos e descemos da roda, seja por falta de saúde, seja por quebra na vida financeira, a roda continua a girar sem nós e raro é aquele que desce para nos acompanhar. Então nessa fase que realmente se assemelha ao inverno, damos valor renovado a cada gesto que antes nem viamos e aprendemos que um sorriso puro, um abraço sincero vale por mil noites de loucura, gastando a saúde, e o tempo em discotecas e bares. Por isso no inverno, quando tudo parece morto, damos tanto valor a uma flor que resistindo à intempérie desabrocha, flor essa que rodeados pelo glamour da roda gigante jamais veriamos. E que nesse inverno vemos, e achamos linda, especial. Assim é a vida.

Costuma dizer-se popularmente que só nos levantamos depois de cair. E é verdade. Só aprendemos com as lições que a vida nos dá, algumas muito duras. A experiência não nos vem pela teoria e sim pela prática. Quando sai da faculdade de direito eu pensei que sabia tudo, que seria muito fácil, que em todos aqueles anos eu tinha adquirido uma bagagem de conhecimentos que me tornavam experiente. Exerci pouco tempo, porque outros valores se ,evantaram e eu não posso , ainda que queira, ter tempo para tudo. No entanto ao sair da faculdade fui estagiar para uma firma onde estavam alguns dos melhores e mais nomeados advogados. Claro que o primeiro caso que eles me entregaram era o mais simples e fácil que tinham em mãos, mesmo assim, eu senti de imediato a diferença entre a teoria e a prática. Na teória tudo obedece a um padrão, tudo tem regras, tudo se encaixa, na prática porém , surgem os mais variados imprevistos e é a experiência que nos ajuda a ultrapassá-los. Assim é na vida. Não adianta nada ouvirmos da boca dos nossos pais milhares de conselhos, não são experiências nossas, não os sentimos, só realmente quando caimos , pensamos neles, mas nesse momento temos que ser nós a levantarmo-nos, a sacudir o pó que se nos agarrou à roupa durante a queda e a seguirmos o nosso caminho. A experiência da vida não é de graça, paga-se com algum sofrimento, algumas dores e muitas decepções. É uma pena que a juventude não tenha experiência e a experiência não tenha juventude. Mas mais importante que tudo, não são os erros que cometemos, mas sim o que fazemos com o que nos foi ensinado por eles. Como eu já disse num texto anterior, repetir erros é um atestado completo de burrice. Não importa quantas vezes erramos, importa sim que por cada erro nos fique uma lição de vida. O importante não é o erro em si, importante é o que fazemos com a lição que nos é dada.

Todos temos dentro de nós a força para vencer. Podemos pensar que não, que os nossos problemas são insoluveis, mas a força para vencer está escondida algures dentro da nossa alma, do nosso coração, da nossa essência. O medo vence-se quando decidimos enfrentá-lo, nenhum inimigo é maior do que nós quando conseguimos olhá-lo de frente. Qualquer medo pode ser ultrapassável se em vez de nos escondermos dele, o conseguirmos olhar, avaliar e arranjar estratégia e coragem para o vencer. Quanto ao apego de que nos fala este pensamento, pois esse é maos difícil de vencer. Há o apego bom, salutar, aquele que temos à família, aos amigos, às pessoas que amamos. Esse apego faz de nós mais humanos, mais tolerantes, mais consciêntes de nós mesmos e dos outros. Depois há um outro tipo de apego, o apego às coisas materiais, esse tipo de apego é comum a todos e é bom até certo ponto se não começarmos a entrar no caminho do exagero. Claro que se lutamos, trabalhamos, para ganhar dinheiro e com ele comprar o que precisamos e gostamos , é humano sentir algum apego. Eu diria até que temos muito mais apego áquilo que construimos, áquilo que lutamos para ter, do que áquilo que nos foi dado sem esforço. De qualquer forma teremos que tomar cuidado para que o apego não se transforme em avareza e que não façamos das coisas materiais o mais importante da nossa vida. Muito mais importante é aquilo que se sente do que aquilo que se tem. Quanto à aversão é um sentimento que nunca senti por muito tempo. Posso ter uma explosão repentina de ódio, de raiva, mas passa horas depois. Se a pessoa que me provocou toda essa raiva, for importante para mim, o amor ou a amizade suplantam a raiva do momento e esqueço, sem guardar mágoas. A menos que se trata de algo realmente muito grave, nesse caso a mágoa não passa, mas não sinto ódio, nem aversão. Deixo apenas que o tempo cure, ou amenize. Se a pessoa que me provocou ira ou me magoou me é indiferente esqueço tempo depois. Se não posso sentir amizade , nem carinho por alguém, para quê então alimentar ódio? O ódio é um sentimento que tanto magoa quem o recebe como quem o dá. E se realmente houver amor, o amor ultrapassa quase todas as mágoas e não dá espaço a ódios ou aversões.

domingo

Um dia uma pessoa de quem gosto disse-me que os meus textos a fazem ter sono. Bom é uma utilidade que eles têm nesse caso e é otimo, porque ter noites de insónia é muito chato e fico muito feliz se eles poderem ajudar a solucionar esse incómodo. Mas para ser sincero, ainda que respeite essa opinião, não foi exactamente para isso que os escrevi. Alias eu escrevo por absoluta necessidade de comunicação. Há pessoas que falam muito de si, que se abrem com amigos e assim libertam a necessidade de desabafarem, de darem livre curso às emoções. Eu sou um bom conversador (dizem) e embora esteja sempre disposto a ouvir e adore escutar amigos e familiares, eu não sou muito aberto a confidências. Não é por desconfiança, por medo, seja pelo que for, faz apenas parte do meu carácter ser um pouco fechado. São muito raras as pessoas a quem falo dos meus sentimentos. Escrever sempre foi vital para mim. Amo a escrita, adoro ler e neste blog uso-a para dar livre curso a pensamentos e emoções. Aqui escrevo sem ligar muito à formação correcta ou incorrecta das frases, sem ver muitas vezes se faço erros ou não. Para mim escrever aqui é um escape, uma forma de auto-ajuda, uma terapia. Quando escrevo não penso se alguém vai ler ou quem vai ler, sou apenas eu e o teclado à minha frente. Os meus dedos correm pelo teclado ao sabor das emoções, sem ligar ao Português mais ou menos abrasileirado que só posso usar aqui. Eu poderia escrever um diário, mas perdi a vontade de escrever à mão, sou muito comodista, prefiro a facilidade de um bom teclado. Tudo o que escrevo vai carregado de sentimentos, de dores, é de certa forma o exorcisar de mágoas e demónios interiores.Parece que colocando em palavras os sentimentos ficam mais reais e mais faceis de enfrentar. Para mim escrever é uma necessidade quase física. Mesmo no meio do trabalho, quando a tensão aumenta, eu páro e escrevo um pouco, isso ajuda-me a ficar mais calmo. Escrever é a parte que mais adoro na minha vida, não me importo que o meu estilo seja chato ou faça dormir, quero apenas que seja sincero. Cada pessoa que lê o que escrevo, entende consoante a sensibilidade que tem, ou não entende, conforme os casos, ou adormece o que pode ser bom. Mas nenhuma das minhas frases aqui é menos sincera, ou rebuscada. Tudo que está escrito aqui sai-me da alma, são pedaços da minha forma de sentir. Escrever profissionalmente é outra coisa, ai respeita-se a ortografia (mais ou menos), no meu caso é mais para menos e tenta-se conduzir o desenrolar da escrita da forma que sabemos que vai tocar um maior numero de leitores. É uma batalha entre o que sentimos e aquilo que sabemos que é mais comercial. Digamos que escrever profissionalmente é quase uma forma de prostituição intelectual, esquecemos os nossos sentimentos em nome do que é comercial, do que faz sucesso nas paradas. Escrever aqui é poder deixar o coração falar e a alma exprimir-se, como para muitas pessoas é vital outro género de actividades para mim é vital escrever e tocar piano. É ai que reencontro o meu equilíbrio para todas as outras coisas que fazem parte da minha vida.


Algumas vezes na nossa vida tentamos proteger quem amamos, a nossa familia, a pessoa amada, os filhos, sentimo-nos responsaveis por todos, pensamos que o mundo vai parar se nós pararmos. E quando algo acontece e nos trava o caminho temos algumas surpresas. Descobrimos que o mundo passa muito bem sem nós e quer nos levantemos ou não o dia vai nascer, soarão risos na rua e os pássaros vão cantar de igual forma. Descobrimos que afinal não somos nós o pilar da família, que é sim a família que nos apoia e nos protege. Todos nós temos tendência a exacerbar a nossa responsabilidade, muito do peso que carregamos aos ombros fomos nós mesmos que colocamos. Sentimo-nos indispensaveis. Eu prefiro pensar que sou útil, mas não indispensável, até porque se o fosse eu teria uma responsabilidade a mais que não teria como suportar. Prefiro imaginar que no dia que eu não estiver mais aqui, a minha família vai viver bem sem mim, a minha filha vai fazer a vida dela, as pessoas que dependem de mim, que trabalham comigo vão continuar trabalhando sob oriêntação de outra pessoa, que nada mudará com a minha partida. Por isso nunca, mas nunca quero ser indispensável seja no que for, útil quero ser, mas quero também que qualquer pessoa após a minha partida possa tomar o meu lugar. Não quero lesar a vida de ninguém, nem ser peça fundamental de nada, porque após a minha partida não quero que nada vá ruir só porque deixei de estar. Não quero ser eu a proteger a árvore, quero sim que ela me proteja e que eu possa ser, quando não estiver mais aqui, apenas uma saudade terna e calma.

Este é um pensamento que realmente é uma verdade absoluta. E eu mesmo já pequei por isso. Porque mesmo sentindo incapacidade de cumprir tentei queimar metas, fazer das minhas fraquezas forças e dizer sim, áquilo que era muito complexo para mim. Quando se quer muito uma coisa, quando se ama até quase nos esquecermos de nós próprios queremos dar tudo e fazer feliz quem amamos. E nessa vontade eu esqueci que tinha limites, que o meu trabalho e a minha saúde me impunham e realmente pensei conseguir aquilo que não pude. E isso é uma das pouquissimas coisas que me pesam na consciência. Embora eu nunca tenha feito uma promessa para trapacear, para mentir, para enganar, embora eu nunca tenha feito uma promessa que não tencionasse cumprir, mesmo não tendo tido a intenção de magoar a verdade é que o fiz. E fí-lo porque pensei sinceramente que cada promessa feita seria cumprida na íntegra. Não me pesa na consciência tê-las feito, não me pesa na consciência não ter cumprido, porque tive motivos inultrapassaveis para isso. Pesa-me o não ter pensado antes e o não ter dito simplesmente :- não, agora não posso, quando puder farei.
Teria sido mais simples e teria poupado muita dor, porque por cada promessa incumprida eu levei um tombo maior do que aquilo que podia suportar. E por não ter medido bem até que ponto me era viável fazer o que prometi, por não ter visto com atenção o meu estado de saúde na época, por ter ignorado limitações impostas, eu falhei a promessas, enrolei a minha vida toda, fiz dela um novelo do qual não consigo sair. Por isso, embora tardiamente, aprendi a não mais fazer promessas, deixo que o destino faça o seu tempo e quando eu não tiver a certeza de poder cumprir prefiro mil vezes dizer não.

Não há sentimento que seja mais terno e que ao mesmo tempo tanto nos magoe como o amor. Quando amamos expomos aquilo que de melhor temos e damo-nos , muitas vezes sem pensar que a pessoa amada não faz o mesmo. Embora o amor seja o sentimento mais belo, mais forte, mais puro, podemos sair dele muito feridos, com cicatrizes que talvez durem uma vida inteira. Nenhum sentimento que implique darmo-nos aos outros é isento do risco de dor. Magoamos e podemos ser muito magoados, mas faz parte da vida. Um amigo meu recentemente saiu-se com uma frase que me fez rir, disse ele que um grande amor é como um fantasma, todos falam nele, mas nunda ninguém o viu. Achei graça , mas discordo. Existem sim grandes amores, plenos de sentimento e de entrega. E esses são os que mais ferem, mais magoam. Amar não é só procurar a própria felicidade, amar é procurar a nossa felicidade na felicidade da pessoa amada. Quando um amor é demasiado egoísta, quando se centra no "eu" pode ser tudo menos amor. O amor pode sim ser a experiência mais feliz ou mais dolorosa de todas, mas seja qual for o resultado final, terá sempre valido a pena.
Na maior parte das vezes realmente a mulher é inimiga de si própria. Ao longo da minha vida conheci mulheres maravilhosas e ao dizer maravilhosas não me refiro só ao aspecto exterior. Conheci mulheres que me emocionaram, outras que me tocaram e algumas por quem me apaixonei. Nunca tive um tipo classificado de preferência em relação à mulher, não escolho uma mulher por altura, cor de cabelo, traços do rosto, nada disso, de repente conheço alguém que por um motivo que desconheço me chama a atenção e me prende. E quando isso acontece não questiono o motivo e nem o porquê. Simplesmente vivo e deixo acontecer. Decepções sim, já tive várias, muitas vezes enganei-me em relação a uma pessoa. Como provavelmente outras se terão enganado em relação a mim. Mas de todas as mulheres com quem me relacionei, fosse por amor ou simples amizade, as piores decepções que tive aconteceram quando as mulheres se tornaram inimigas delas próprias.A mulher torna-se inimiga de si própria quando se enfeita demais, quando usa acessórios em excesso, ninguém gosta de sair acompanhado por uma árvore de natal. A mulher é inimiga de si propria quando mente, quando joga, ou quando tenta controlar um relacionamento. E é inimiga de si própria quando se auto-afirma como inteligente em excesso, quando faz de tudo para mostrar que tem razão, que só ela sabe, que não precisa de ninguém, que é independente. Bem, com esses atributos todos quer companhia para quê? Noutro dia ouvi uma frase de uma pessoa muito especial que me fez sorrir, a meio de uma conversa ela disse-me:- Ás vezes é bom ser loira, (que me perdoem as loiras, mas ela queria dizer burra) dá tanto jeito! E realmente por vezes é assim. Nenhum homem gosta de ser enfrentado ou questionado 24 horas por dia e muitas vezes ser tolerante, não se arvorar em super-mulher pode ser a maior qualidade dessa mulher. O bom mesmo é que a mulher se mostre exactamente como é e não como queria ser.
O passado é sim o nosso melhor professor. É do passado que devemos tirar ilações para o futuro. Errar é humano, todos erramos, o importante é que os erros fiquem como lições, como marcos de viragem na nossa vida. Mesmo quando não se trata de erros o passado nunca deve ser trazido de volta, devemos deixar que seja, aquilo que o próprio termo indica, passado. Um amigo meu recentemente disse-me que gastava todas as horas livres que têm a reconquistar um amor do passado. Perguntei-lhe porquê e respondeu-me que tinha sido um grande amor e que o queria reconquistar. Eu disse-lhe que afinal ele anda a tentar conquistar um novo amor. Se acendermos uma fogueira e a deixarmos extinguir por falta de cuidado, por falta de carregar lenha, ´podemos realmente ao darmo-nos conta do erro, carregar mais lenha e acender de novo a fogueira no mesmo local. Mas embora sendo no mesmo local será outro o fogo que arde, não é mais o mesmo. O que fica no passado não se recupera, pode trazer-se de volta no futuro, pode-se iniciar tudo outra vez, mas será sempre algo de diferente, como o fogo que voltou a arder. É bom que o passado nos sirva de lição para meditarmos, para aprendermos com os erros e sentirmo-nos realizados com as vitórias. Então será bom que ao acendermos as nossas fogueiras nos lembremos do passado e não nos descuidemos tanto, devemos olhar de vez em quando para o suprimento de lenha, não vá ele terminar. E se isso acontecer nada teremos aprendido com o passado.

Amizade


Dizer que admiro e gosto de você é

muito pouco

porque uma amizade como a nossa

merece muito mais

Merecia ser infinita para que todos

pudessem entender

O que realmente ela representa na vida

de cada um de nós

Não sei se declaro, homenageio ou agradeço

Se eu fosse declarar, diria que sem você

em meu caminho

Não haveria tantas coisas para contar

Se fosse homenagear você, gostaria de lhe

oferecer o brilho das estrelas e

o calor do sol, e você ficaria muito mais

consciente desse meu gosto

Mas prefiro agradecer, agradecer a Deus a

sua amizade

dizer a ele que foi o melhor presente ,que recebi

em minha vida

Que você é realmente um ser iluminado

que consegue trazer ao mundo

um grande carisma e um grande companheirismo

Você representa com nobreza a palavra amizade

obrigada por fazer parte da minha vida

( Texto enviado pela minha Amiga Valquiria, numa homenagem que não mereço, mas que publico porque sei que foi enviada com muito carinho. Obrigado Val, mas de certeza que eu não mereço nem de longe todas essas palavras lindas).
Toda a pessoa traz consigo estrelas que a vida concede. Estrelas de brilhar, estrelas de crescer, estrelas que ajudam a encontrar o caminho do sonho que se persegue.
Saber reconhecer os brilhos e as estelas é o nosso destino.
Porque há quem se encante com o brilho de estrelas que não são suas e se perde.
Há quem deseje o brilho de uma muito distante e por isso passa quase toda a vida como passageiro, nas estações, à espera de um comboio para lugar nenhum.
Aceitar as estrelas que trazemos é o que faz a diferença entre o que queremos ser e o que verdadeiramente somos.
Brilhar é acreditar na força que elas têm, desvendar seus mistérios, e ai então deixar que suas luzes se derramem, alma adentro e tanto, que carregar as estrelas seja como conduzir um candieiro, para que, onde quer que se vá, longe, alto, possam os outros perceber a claridade.
Esse é o desejo: Uma felicidade intensa , hospedada definitivamente em seu coração, como estrelas na palma das mãos a iluminar os caminhos.

Texto de José Oliva



sábado


Tantas vezes me sinto só, com uma vontade de louca de pedir ajuda a alguém, de pedir um pouco de aconchego, de ternura, mas o orgulho não deixa. Creio que de todos os meus defeitos, que perfazem uma vasta lista, o meu orgulho, é o mais acentuado de todos. Para começar o orgulho é um sentimento vazio, infértil, que não nos leva a lado nenhum, pelo contrário. Mas esse defeito eu reconheço que tenho, posso querer muito uma coisa, mas se tiver que a pedir as coisas complicam. Pedir ajuda não é nada de indigno ou de menos licíto. Eu acho que pedir ajuda é apenas um reconhecimento das nossas próprias carências, é aceitar que alguém nos ajude a reerguer, nos estenda a mão e nos ajude a retomar a caminhada. Quando se é demasiado orgulhoso pedir ajuda fica muito difícil. Eu reconheço as minhas limitações, as minhas necessidades, não vivo com uma venda nos olhos, mas mesmo assim reconhecendo-as, custa-me muito pedir apoio. Um da destes um amigo visitou-me e eu ainda estava deitado. Ele perguntou porquê e eu disse a verdade. Que me sentia um pouco indisposto, que já devia ter ido ao médico, mas que não tinha ninguém ali para ir comigo e eu não me sentia com forças para conduzir o carro. Ele olhou-me e chateado perguntor:- Ora essa, porque não pediste ajuda? E a essa pergunta não soube o que responder. Realmente porque não pedir ajuda? Porque será que tenho uma dificuldade tão grande de encarar as minhas carências pessoais. Esse é um orgulho idiota,infrutífero , que não leva a nada. O certo é saber pedir ajuda, reconhecê-la e aceitá-la.

Eu diria que o segredo da felicidade é não ter medo. Não termos medo de nos expormos , de sermos sinceros, de nos darmos por inteiro, Quem nunca se entrega de verdade magoa profundamente duas pessoas, a si mesmo e a quem ama. O medo de ser feliz já gera infelicidade. E creio que muita. Porque muitas vezes o medo de nos mostrarmos interiormente tal qual somos leva-nos a não nos entregarmos ou a criar um personagem que sabemos que agrada, mas que não somos nós na realidade. A essencia da felicidade está em sabermos dar-nos tal e qual somos, com as nossas virtudes e os nossos defeitos. Nenhum de nós esta isento de ser julgado, de ser elogiado ou criticado, mas quer uma coisa quer outra faz parte do nosso crescimento interior. Ser feliz é um direito que nos assiste a todos, mas temos em consonância o dever de fazer os outros felizes também e para que isso aconteça o medo deve ser colocado de parte. É humano sentir medo, quem nunca sentiu aquele friozinho na barriga, aquele medo subtil que nos tolhe um pouco? Acho que todos já o sentimos. Mas isso ultrapassa-se, e não deve servir de desculpa para nos fecharmos aos outros. Qualquer entrega nos dá medo, qualquer sentimento forte assusta, qualquer prespectiva de vivermos quase na dependência de um outro alguém nos deixa intranquilos. Mas a essencia da felicidade esta mesmo nisso, na capacidade de vencer o medo. De nos entregarmos ao que sentimos sem temer. Ninguém neste mundo é heroi no sentido linear do termo. Mesmo aqueles que se evidenciam pela prática de actos de bravura, sentiram medo, antes ou depois de praticado o acto sentiram o mesmo medo que é comum a todos os humanos. Mas como diz o pensamento emoldurado acima a essência da felicidade está em vencer o medo.



É engraçado como sempre culpamos os outros pelos nossos problemas, as nossas fraquezas, as nossas incapacidades. Quando algo nos corre mal, quando não somos capazes de enfrentar a vida com a energia suficiênte, quando os problenas surgem, dá tanto jeito encontrar um bode expiatório. Parece que o mundo conspira contra nós, todos fazem pressão para que nada nos corra bem, somos vitímas de acontecimentos que nos atrapalham e claro nós estamos inocentes. É uma forma de camuflarmos o nosso medo de assumir as nossas reais capacidades ou incapacidades. Dá sim muito jeito colocar as culpas das nossas próprias limitações nos outros, mas será justo? Claro que não. Se olharmos bem, com clareza, veremos que nós mesmos e só nós somos responsaveis pelos nossos fracassos, pelos nossos erros, pelas nossas quedas. Devemos aprender com os erros que cometemos, devemos em vez de os camuflar, usá-los como aprendizado para impedir que se repitam. Cada erro cometido por nós tem duas faces, a negativa e a positiva. A negativa pelo fracasso em si, ou pelo incómodo causado pelo problema em si, e a positiva pelos ensinamentos que dai advêm , se formos humildes o bastante para os aceitarmos. Se eu sair depois de um dia de chuva e distraidamente colocar o pé numa poça de água é uma chatice, mas acontece e pelo menos fico com dois conhecimentos básicos. O primeiro é que não devo ser tão distraido e o segundo é que fico a conhecer a localização exacta da poça de água. Se mais tarde, num segundo passeio voltar a colocar lá o pé, ai, não tenho desculpa, tenho que admitir que sou realmente burro, mas em nenhum dos casos vou ter a ideia triste de dizer que me empurraram, para justificar. Não devemos jamais camuflar os nossos erros, devemos assumí-los e acima de tudo não responsabilizar ninguém por eles. Mesmo que existam outros responsaveis devemos aceitar a partilha comum de culpas e jamais sacudir a água do capote, como se diz , popularmente em Portugal. Se procurarmos empurrar culpas para os outros, se nos dermos ao trabalho inútil de tentar descobrir só os erros alheios, jamais descobriremos os nossos. E esse sim, será o maior erro das nossas vidas.

Na maior parte das vezes nem nos questionamos se temos ou não razão, basta que não concordem connosco e nós já partimos para uma agressão verbal mais ou menos intensa.Ninguém gosta de ser contrariado, enfrentado, mas também não devemos ser tão explosivos. Se tivermos que falar com alguém e durante essa conversa tivermos que fazer valer a nossa opinião, quanto maior for o nosso nervosismo mais enervaremos quem fala connosco. Discussão gera discussão e assuntos falados de cabeça quente raramente têm uma conclusão proveitosa. Para nos fazermos ouvir, respeitar, o melhor é não perder a calma, coisa que eu aconselho , mas também não sou capaz de fazer. No entanto é o mais correcto. Se temos que defender um ponto de vista devemos permanecer calmos, ouvir com atenção todos os argumentos que nos são expostos e depois rebater cada um deles, um a um, sem atropelos, Convém que o assunto a discutir seja plenamente do nosso conhecimento para não sermos encurralados por argumentos para os quais não tenhamos resposta. Se por acaso esse debate de ideias visa um assunto sério, algo que conte muito na nossa vida, devemos tentar que ele aconteça num território nosso, nossa casa, nosso escritório, ou se não for possível, que aconteça em terreno neutro para ambos. Mas seja o debate de ideias importante ou não, seja negócios ou uma simples contenda familiar, o segredo é agir com inteligência. Com a cabeça fria e um pouco de inteligência conseguimos sair de qualquer discussão sem ser necessário perder a calma. Basta apenas escutar, ponderar e contra-atacar na hora certa, de modo inteligente. Será sempre xeque-mate.

Há dias em que realmente me sinto muito triste, em que a vida parece destituida de sentido, como se eu não tivesse mais runo, nem meta de chegada. Há dias assim que nos deixam sem saber o que fazemos ou porque o fazemos, dias que passam falhos de sentido, em que os longos minutos controem horas de eternidade. Creio que todos mais cedo ou mais tarde passamos por isso. Uma sensação de desnorte, de desconhecimento e de dúvida. Nessa fase questionamos tudo: - Onde? Quando? Como? Se vale a pena viver? Para quem? Para onde? Queremos encontrar respostas que nos satisfaçam e nos obriguem a agarrar a vida, a lutar por ela. Mas as perguntas que fazemos quase sempre ficam sem resposta. Porque estamos perdidos e essa sensação de desnorte não nos deixa chegar a conclusões válidas. Nessa hora nasce o desespero, a vontade de sumir, de cometer loucuras nem que seja apenas para ter paz. A muito custo descobri que as respostas para as nossas perguntas todas podem estar em Deus e que precisamos apenas ter fé. Deus não nos promete uma vida sem espinhos mas ajuda-nos a descobrir o significado de cada um. Se olharmos a nossa vida à luz da fé descobrimos que nenhum dos nossos dias nasce em vão. Descobrimos que cada dia é unico e importante na nossa vida. Cada hora das nossas vidas têm um significado, não é inutil, nem vazia. Deus dá-nos o Dom da vida como uma folha em branco. Como um contrato que só tem previsto o início e a cessação, mas que não tem cláusulas. Essas ficam a nosso cargo. Somos nós que ao longo da vida vamos escrevendo com os nossos actos cada alínea desse contrato, vamos fazendo as nossas regras, as nossas imposições, as nossas exigências. E a folha que nos foi dada em branco vai-se cobrindo dos nossos mal traçados rabiscos. Deus não interfere nas nossas escolhas, nas nossas decisões, dá-nos livre arbítrio. Dá-nos em confiança um contrato em branco que podemos preencher à nossa vontade, sem que ele interfira ou opine. Mas numa coisa devemos sempre pensar, somos nós que fazemos as cláusulas do contrato, mas um dia apareceremos diante de Deus com aquilo tudo que lá escrevemos e nesse dia, ele vai decidir se concorda ou se rescinde e ai já será tarde para mudar sequer uma vírgula.

Realmente o verdadeiro amor jorra como uma fonte e tal como ela tem uma nascente continua que o mantem vivo.O amor verdadeiro enraiza-se na alma, cresce e deixa pouco espaço livre. As suas raízes profundamente implantadas alimentam-se dos sonhos, dos desejos, da paixão. O amor verdadeiro é feito de pedaços da nossa alma, de bocados do nosso sentir. E parece ser inesgotável. Quanto mais nos damos a quem amamos mais ele cresce e fortifica.O amor não tem regras definidas e nele não podemos jamais determinar o que é certo e o que é errado. O amor purifica os actos, tudo que é feito por amor ganha uma dimensão maior. É o sentimento mais profundo que pode unir duas pessoas, algo de muito belo, tocante, mas ao mesmo tempo misterioso. Nunca nos apercebemos da chegada do amor. Quase sempre ele insinua-se subtilmente, vem de mansinho e sem aviso toma o nosso coração, a nossa alma, invade-nos. O amor é um sentimento invasivo, porque nos expõe aos olhos de quem amamos, nos vira pelo avesso e remexe todos os cantos da nossa alma. Por amor todas as loucuras nos parecem sensatas e até as mentiras vestem por instantes a capa da verdade. Por amor esquecemos quem somos, o que somos e queremos apenas ser e possuir quem amamos. Não falo do possuir no sentido apenas físico, quando se ama de verdade deseja-se entrar na alma de quem amamos, no coração, deseja-se fazer um tour pelos seus sentimentos, descobrir o que esconde, desejamos possuir tudo, até os sorrisos, os gestos, os olhares. O amor é um sentimento que liberta e aprisiona, que nos faz felizes e nos magoa.Faz-nos conhecer num minuto o céu e o inferno, o riso e o choro. O amor é um sentimento polivalente que concentra no seu âmago miriades de sensações e nos leva por todas elas sem aviso e nos atira exaustos no abraço de quem amamos. O amor verdadeiro não se esgota, renasce a cada dia nos gestos, nos olhares, nos beijos ou nas palavras trocadas, e tal como as águas puras de uma nascente, quanto mais dermos amor mais ele jorrará de nós.

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