segunda-feira

amor



Sempre fui um sonhador. Nos tempos que correm, um sonhador ou um idealista pode muito bem ser comparado a um louco. E no fundo, quem sabe? Talvez eu seja mesmo louco. Mas não é por isso que vou deixar de sonhar. O que seria o mundo sem sonhos? Para mim seria algo cinzento e frio. Eu gosto de sonhar, de esticar os braços e agarrar as estrelas. Fugir em direcção ao sol e roubar um pequeno raio para aquecer a minha vida. Gosto de fechar os olhos e sonhar acordado. Planejar todos os meus desejos. Sentir que se eu os sonho, então eles podem ter vida, só depende de mim colocá-los em prática. Muitos eu coloco em prática, outros deixo-os ficar no dominio do sonho, outros trago a ferros para a realidade. Mas seja como for, o início de todos os meus projectos nasce no sonho. Procurei alguém para amar porque sonhava com um amor de verdade, longe das mentiras que povoam o mundo onde vivo e onde o dinheiro é mais importante do que tudo. Sonhei com viagens, umas que fiz, outras que talvez ainda faça e outras que talvez nem faça nunca. Sonho com momentos alegres, carinho, afecto, abraços, com momentos de evasão, com momentos de fuga à realidade. Breves sim, mas que me garantem o equilíbrio emocional. Muitos amigos meus se riem quando falo de sonhos. Olham-me e dizem: - Um advogado idealista? Um investidor que sonha?
E eu realmente compreendo-os. Justiça e negócios não combinam com sonho. Para eles não. Para mim sim. Posso sempre sonhar com uma justiça igualitária e cega que defenda e trate todos da mesma forma, ricos e pobres. Posso sonhar que todos os homens ricos do mundo se unam e ajudem as crianças com fome, os desamparados da sorte, os párias. Que tem que não passe de um sonho? É um sonho bom, que um dia quem sabe pode ser sonhado por outros loucos como eu. E talvez roubado do mundo dos sonhos para a nossa realidade. Eu vou continuar sempre a sonhar, porque os sonhos são como balões, se os tivermos em numero suficiente podem levar-nos onde queremos ir

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