quinta-feira

amor e liberdade

Para muitas pessoas amar é sinónimo de prisão, cerceamento de liberdade, constrangimento, anulação pessoal. O amor não pode ser isso.
essa cadeia sem grades. O amor verdadeiro
tem que ser livre. Nada do que nos é impôsto pode ser uma forma de amor. O amor não conhece leis, não conhece normas, não conhece imposições. Todo o ser que ama deve ser (selvagem), livre. Ninguém deve amar por obrigação, por sentir que deve fazê-lo, por gratidão ou por dever moral. O amor tem que nascer de forma livre e expontânea. Tem que ser vivido livremente e sentido em plena liberdade. Claro que o amor, como qualquer outro sentimento obedece a normas morais que nos regem em todo os aspectos da nossa vida, mas essas normas não podem ser rigidas. Amor não significa possuir, ser dono, ter posse sobre a pessoa amada. Amar significa momentos de prazer, desejo, sedução, carinho, mas também de respeito, de compreensão e de tolerância. Num amor há sempre cedências da parte de ambos, mas essas cedências não significam perda de liberdade. Acho que o amor liberta. O amor que sufoca, aprisiona, persegue, que desconfia, que não sabe aceitar o outro tal e qual ele é, esse amor não é pleno. É um desejo incontido, uma ansia de posse, tudo menos amor. Amor não aprisiona, liberta, não cerceia, ampara, ajuda a crescer, a desenvolver as asas para voar rumo ao sonho e à realização pessoal. Amar complementa a alma não a constrange. Amar tem que ser um acto de entrega, mas também de realização. Amar é dar e receber na medida certa. Sem excessos e sem faltas. Amar é sobretudo confiar, abrir os braços ao ser amado e em conjunto construirem um mundo só seu, que sendo feliz, contribuirá para o mundo exterior também o seja. Se cada casal conseguir construir um mundinho só seu, feito de amor e paz, todos os casais do Mundo fazendo o mesmo conseguirão transformar o nosso mundo num mundo de sonho e felicidade.

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